Investigando o autismo: teoria da mente e a alternativa fenomenológica

em 28/06/2021

por Rossano Cabral Lima

Nos debates contemporâneos sobre o autismo, a “Teoria da Mente” entende que as principais características autistas resultam da falha nas capacidades de metarrepresentação, tornando impossível a compreensão dos estados mentais alheios. Este artigo tem como objetivo realizar o estudo crítico do paradigma cognitivo, e contrapor a este as contribuições da fenomenologia. Pesquisadores nesse campo sustentam que pensamentos, emoções e intenções já são expressos e compreendidos nas condutas explícitas, permitindo a sintonia mútua que funda a sociabilidade humana. Desta forma, no caso do autismo, antes da instalação de prejuízos na metarrepresentação, haveria distúrbios precoces na dimensão sensório-motora, interferindo nos processos de intersubjetividade primária e secundária. Concluímos que a perspectiva fenomenológica permite a crítica das noções de módulos mentais e dos modelos computacionais, destacando a experiência mental corporificada, pré-reflexiva e intersubjetiva, contribuindo assim para uma nova compreensão dos modos autistas de sofrer e experimentar o mundo.

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Formação sem fôrma: a singularidade do processo de ser professor da educação infantil

em 28/05/2021

por Michelle Dantas Ferreira e Adrianne Ogêda Guedes

As tensões atuais presentes no campo da formação docente nos exigem atenção e resistência, bem como uma postura crítica e ativa frente aos riscos que as políticas de educação correm. Freitas, em sua conferência no Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (Endipe) de 2016[1], sublinhou o fortalecimento da lógica tecnicista que se apresenta com novas roupagens. Lógica essa em que triunfam os princípios de racionalidade, eficiência e produtividade (Silva, 1999). Sem pretender analisar mais detidamente o complexo e polêmico panorama político do País, trazemos à baila esse assunto, para situar o contexto efervescente em que a educação se encontra e as suas consequências para o campo da formação docente, que é o foco de nosso interesse.

Acreditamos em uma formação em que os sujeitos estão no centro do processo, não apenas como atores, mas principalmente, como autores e protagonistas de suas histórias. Pensando nisso, apresentaremos inicialmente aspectos da trajetória do grupo de pesquisa[2] do qual fazemos parte, constituído majoritariamente por professoras[3] em exercício e estudantes de Pedagogia, com vistas a sublinhar o lugar da autoria e da narrativa em sua constituição. Em seguida, abordaremos as proposições da Educação Estética e das narrativas autobiográficas como caminhos formativos potentes. Acreditamos que a partilha de boas experiências formativas e a reflexão crítica sobre as suas bases teórico-metodológicas podem ampliar a compreensão a respeito de nossa constituição como docente.


[1] Informação verbal obtida durante o Endipe de 2016, em conferência de abertura do evento, proferida por Luiz Carlos Freitas, no dia 23 de agosto.

[2] O grupo Formação e Ressignificação do Educador: Saberes, Troca, Arte e Sentidos (Frestas) foi fundando em fins de 2013 e está inscrito no diretório de grupos de pesquisa da Plataforma Lattes (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/0961910391350474). Atualmente o Frestas integra o Núcleo Infâncias, Natureza e Arte (NiNA), vinculado a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e tem como foco pesquisar Educação Estética, Corpo e Arte na Formação de Professores e na Educação Infantil. É coordenado pela professora Dra. Adrianne Ogêda Guedes, professora associada da instituição e possui cerca de 25 pesquisadores entre voluntários e bolsistas da graduação, extensão e ensino.

[3] Ao falarmos do grupo e dos profissionais da educação no sentido mais específico do trabalho cotidiano nas instituições que atuamos, utilizaremos a palavra no gênero feminino, uma vez que, somos maioria na profissão e no grupo de pesquisa.

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RAZÃO DIAGNÓSTICA, MEDICALIZAÇÃO E BIOIDENTIDADE

em 29/04/2021

por Rossano Cabral Lima

Neste artigo, Rossano Cabral Lima discorre sobre a mudança no panorama da abordagem psiquiátrica para o tratamento do sofrimento mental humano. A partir da criação de um novo transtorno psiquiátrico para diagnosticar crianças, o TDDH (transtorno disruptivo de humor), publicado no DSM 5, o autor faz uma análise crítica sobre a criação de novos diagnósticos psiquiátricos. Ele nos apresenta caminhos por meios  de construções históricas  baseadas em paradigmas culturais vigentes em determinadas épocas, que influenciaram a criação de diagnósticos psiquiátricos. O marco de transição foi a mudança de uma abordagem psicodinâmica do sofrimento mental para um postulado descritivo e organicista, baseado em pressupostos da medicina organicista. Essa transição ocorreu a partir de 5 elementos cruciais da virada entre os anos 1970 e 1980 que o autor nos elenca: predomínio da psicopatologia descritiva sobre a psicodinâmica, crescente hegemonia das correntes organicistas reducionistas, prevalência da psiquiatria baseada em evidências (PBE), ampliação do número de diagnósticos e sua aproximação da faixa de normalidade e ampliação do número de quadros ou situações passíveis de intervenções medicamentosas. Lima postula que essas mudanças podem ser explicadas a partir de duas matrizes interpretativas: a da medicalização e da bioidentidade. 

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Um olhar para a constituição psíquica dos bebês nas creches: um trabalho de atualização psicopedagógica de educadores em creches comunitárias

Em 23/03/2021

Por Ana Celina Aquino Vasconcellos, Cinthia Peixoto Figueiredo Vieira, Danielle Goldstajn, Maria Christina Catão Egger, Maria Luiza Gomes Teixeira , Vivianne Candiota

A construção da infância, tal como a conhecemos hoje, foi estudada amplamente no livro pioneiro de Philippe Ariès, do início dos anos 60, História social da criança e da família no qual relata as diversas modificações que ocorreram na questão relativa à infância. Para a historiadora da Educação, Carlota Boto: “a criança, à partida é destacada apenas por seu caráter incompleto; por um não-ser adulto. Pouco a pouco, reconhecida em especificidades que são suas, passaria a ser observada, paparicada, mimada e, finalmente, amada. (…) A tese de Ariès consolidava, assim, a suposição de que, desde o século XVI até o século XIX, teria sido firmada a subjetividade moderna com relação à infância”. (BOTO, 2002, p. 11)

No livro A sociedade dos indivíduos o sociólogo Norbert Elias (1994) aborda a mesma questão “o recém-nascido não é mais que o esboço preliminar de uma pessoa. Sua individualidade adulta não provém, necessariamente e por um caminho único, daquilo que percebemos como suas características distintivas, sua constituição especial” (ELIAS, 1994, p. 28).

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“Bipolares, disruptivas, autistas, hiperativas, opositivas, desatentas, desafiadoras, aspergers – somando todas, ainda restariam crianças normais?”

em 13/11/2020

Por Rossano Cabral Lima

No artigo denominado Psiquiatria infantil, medicalização e a síndrome da criança normal , Rossano Cabral Lima aborda o panorama histórico da psiquiatria infantil no Brasil e no mundo. Contextualiza o “normal” e o “patológico” através dos tempos.
Aborda a psiquiatria de crianças e adolescentes da atualidade sob o enfoque do espectro da medicalização. Traz a reflexão acerca do diagnóstico de determinadas patologias no contexto cultural de hoje em dia, discorrendo sobre o TDA/H (Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade), frequentemente associado ao TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), TEA (Transtorno do Espectro Autismo) e TBI (Transtorno Bipolar Infantil). Este último, especialmente, praticamente inexistente no passado.
Rossano apresenta o limiar entre a normalidade e a patologia e questiona: “Bipolares, disruptivas, autistas, hiperativas, opositivas, desatentas, desafiadoras, aspergers – somando todas, ainda restariam crianças normais?”. Apresenta, então, de forma leve e inteligente, a SNC (Síndrome da Criança Normal). Nos convida a refletir sobre os ideais de normalidade estabelecemos às nossas crianças e questiona os padrões adultos impostos pelos critérios diagnósticos da psiquiatria.
O autor finaliza o artigo refletindo sobre os transtornos descritos no DSM e na CID, que não trazem uma definição sobre o que a criança é, mas sim, modos de descrever o mal-estar que têm impacto na vida dessas crianças e adolescentes, considerando o contexto no qual esse indivíduo se encontra inserido.

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A PSICOMOTRICIDADE AUXILIANDO O TRABALHO DO PROFESSOR

Em 14/10/2020

Por Sonia Maria Gouvêa Leite

Colaboradoras: Maita Mendonça Bittar e Patricia Cortes de Melo dos Santos

“ Novos órgãos da percepção passam a existir em 
consequência da necessidade. 
Portanto, ó homem, aumenta tuas necessidades e 
poderás expandir tua percepção”. 
JALLALUDIN RUMI

A Educação no Brasil, segundo a Lei de Diretrizes e Bases –LDB-, criada em 1996, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos: físico, psicológico, intelectual e social. Considera como dever do Estado a atuação e propagação do ensino elementar. 
No título II que trata dos Princípios e fins da educação Nacional, o artigo 2º estabelece: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Quanto ao pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania, se percebe um dos princípios e fins da Educação, sobretudo nas práticas educativas, onde se encontram diversos obstáculos para assegurar o cumprimento do estabelecido na lei.

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PESSOAS PRESTANDO ATENÇÃO: DE QUE “SOFREM” NOSSAS CRIANÇAS E NOSSOS JOVENS?

em 26/08/2020

Por Ana Maria Genescá

É, principalmente, na interação da criança com as práticas escolares e pedagógicas que se visibilizam determinados comportamentos/sinais que são reconhecidos ou nomeados como falta de atenção.

Seria a escola produtora de tais sintomas?

Até há algum tempo a questão da desatenção não se colocava tal como se coloca hoje e nem com a mesma intensidade.

O que mudou?

Houve uma “mutação genética”?

Sofremos alguma “radiação”?

Se sim, de que natureza seria essa “radiação”?

A escola não pode se pensar sozinha. Ela é um fio de uma rede muito maior, na qual se entrelaçam todas as forças da sociedade.

Nesse sentido, proponho olharmos em volta. Olharmos para o que vimos apresentando enquanto sociedade; olharmos para o paradoxo que parece existir entre o que se reconhece ou se nomeia como atenção e os comportamentos que se manifestam na vida contemporânea quase como uma exigência; e olharmos para como a escola tem dialogado ou não com esta realidade.

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A PSICANÁLISE COMO ELEMENTO CONSTITUTIVO NA PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA

Em 29/07/2020

Por Ana Celina Vasconcellos

“Antes de começar gostaria de agradecer a Maria Luiza Leão e ao TEKOA ao convite feito ao Pró-Saber e à oportunidade por estar aqui e falar sobre a prática psicopedagógica da clínica do Instituto Superior de Educação Pró-Saber. Falo em nome da equipe que acompanha o trabalho clínico: a Cinthia Vieira, a Danielle Goldztajn, a Laís Machado e a Teresa Ourivio.

O TEKOA como centro de estudos começa por perguntas e levanta questões… e eu dou prosseguimento à essas questões: como podemos, através da prática psicopedagógica, constatar a psicanálise como elemento constitutivo do nosso trabalho? Como a Maria Cecília Almeida e Silva, diretora do Pró-Saber gosta de lembrar: trazer a peste para a psicopedagogia tal qual Freud teria comentado para Jung em 1909: “eles não sabem que lhes estamos trazendo a peste? ” Quando os dois visitaram os Estados Unidos a convite de Stanley Wall da Universidade Clark de Worcester, referindo-se aos seus estudos do psiquismo humano.  

E o que significa trazer a peste para a psicopedagogia? Qual é a importância da psicanálise para a psicopedagogia? O que significa isso?

Compreender o passado é estar no presente e construir o futuro

O histórico da Psicopedagogia

Meus estudos iniciais nesse campo foram feitos no CEPERJ[1], tal qual muitas de vocês, aqui representado pelas nossas queridas professoras Maria Apparecida Mamede e Maria Luiza Teixeira e remontam ao tripé da Psicopedagogia, advogado pelo professor argentino Jorge Visca (1935-2000).
A Psicopedagogia até então surge para atender crianças com dificuldade de aprendizagem. Com Jorge Visca a psicopedagogia torna-se um conhecimento singular tendo como objeto de estudo o processo de aprendizagem. Seu enfoque teórico foi por ele denominado de epistemologia convergente em função da integração recíproca das contribuições das escolas psicanalítica, piagetiana e da psicologia social de Pichon-Rivière. Visca estuda o processo de aprendizagem em crianças vistas a partir dos aspectos: racional, relacional e afetivo que confluem no aprender do ser humano.


[1] Centro de Estudos Psicopedagógicos do Estado do Rio de Janeiro

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A TRANSFERÊNCIA E A DIMENSÃO DRAMÁTICA DA PSICOPEDAGOGIA

24/06/2020

Por Anne Marie Bouyer

(Anne Marie Bouyer é graduada em Psicologia, com especialização em psicopedagogia clínica e psicanálise. Possui formação em massagem biodinâmica e análise psico-orgânica. Palestrante na área de Estresse, facilitadora em dinâmicas de grupo. Atua na área de treinamento e desenvolvimento humano, bem como atendimento clínico como psicóloga, psicopedagoga e em orientação profissional.)

Em seu artigo, Anne Marie aborda a transferência como fenômeno que ocorre nas relações humanas situando seu discurso sobre a dimensão dramática da psicopedagogia. Sobre a palavra transferência, a autora apresenta, após uma breve explicação sobre o termo e o seu significado etimológico, o significado sob o ponto de vista psicodinâmico e lacaniano. Através de cinco perguntas, o texto abre possibilidades reflexivas ao leitor.

A reflexão inicia-se apontando para a diferenciação entre o fenômeno da transferência vivido na vida cotidiana de um sujeito, daquela transferência vivida no setting terapêutico, no trabalho analítico. Além disso, a autora questiona qual o lugar que o psicopedagogo ocupa no imaginário desse sujeito-cliente. Para pensar a questão, o posicionamento de Freud sobre a constituição subjetiva do sujeito é abordado, valorizando a importância da relação mãe-filho, das relações primárias, na construção da matriz do desejo. O texto aborda também a ressonância afetiva que o sujeito, por algum motivo, estabelece com o psicopedagogo, colocando-o no lugar de uma figura significante, como o pai ou a mãe. 

Ao falar da resistência como mecanismo de defesa do sujeito e tratar de como ela surge durante o tratamento psicopedagógico, Anne Marie evidencia a necessidade de uma disponibilidade interna, acolhedora, do psicopedagogo, pontuando a habilidade que o profissional deve ter ao manejar a transferência para que o sujeito possa ressignificar suas ações e a sua interação com o aprendizado. A autora fecha o texto discorrendo sobre o lugar do psicopedagogo na clínica da aprendizagem, apoiando-se na transferência.

O artigo de Bouyer oferece ao leitor uma bela possibilidade de pensar a dimensão simbólico-desiderativa da aprendizagem, incluindo a ação do psicopedagogo em sua avaliação clínica; reflexão apoiada no fenômeno universal da transferência, carro chefe da psicanálise, instrumento importante no manejo da clínica psicopedagógica e das relações humanas em geral. 

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AMOR E PEDAGOGIA

13/05/2020

Por Sara Pain

(Sara Pain é argentina, Doutora em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires e Doutora em Psicologia pela Universidade de Neuchatel, Suíça.)

Através dessa mensagem, de modo poético, Sara Pain declara seu amor dedicado ao ato de educar, aos educadores e à militância pedagógica.
O Tekoa, Centro de Estudos da Aprendizagem, com entusiasmo, faz coro às palavras de sua querida colaboradora cientifica!

O que é educar?

Fazer do outro nosso semelhante. Ensinar é exercer o desejo reprodução na sua forma mais radical, pois carente de inscrições instintivas, o ser humano só chega a ser ele próprio através da aprendizagem.(…)

(…) O amor que permite educar, é o amor pelo que se é, mas somente na medida em que cada um de nós é depositário de uma cultura comum a um grupo e mais além ainda dessa cultura particular, das conquistas próprias ao ser humano em geral.

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